A rotina de exames oftalmológicos detecta de forma precoce o glaucoma e auxilia no seu manejo.
O glaucoma é uma doença silenciosa que pode levar à perda irreversível da visão se não for adequadamente controlada. Pacientes diagnosticados com a condição devem seguir um cronograma de consultas e exames específicos, ajustado conforme a evolução da doença e o perfil de risco individual.
Neste post, você encontrará orientações sobre a frequência recomendada de exames oftalmológicos para quem convive com glaucoma e dicas para manter a saúde ocular em dia.
Por que a frequência de exames oftalmológicos é tão importante no glaucoma?
O glaucoma é caracterizado por um aumento da pressão intraocular (PIO) e/ou por alterações no nervo óptico que comprometem o campo visual. Por se tratar de uma condição progressiva e muitas vezes assintomática nas fases iniciais, somente exames regulares permitem:
- Monitorar a pressão intraocular: variações sutis podem indicar necessidade de ajuste no tratamento;
- Avaliar o estado do nervo óptico: a cada consulta, documentar o aspecto do nervo óptico ajuda a identificar possíveis danos precoces;
- Mapear o campo visual: testes perimétricos periódicos detectam perdas funcionais antes que o paciente perceba alterações na visão.
Sem essa vigilância constante, o glaucoma pode avançar silenciosamente, e as lesões no nervo óptico tornam-se irreversíveis. Por isso, a adesão rigorosa ao cronograma de exames oftalmológicos é a melhor estratégia para preservar a visão a longo prazo.
Principais exames para pacientes com glaucoma
Para garantir um acompanhamento completo, o oftalmologista costuma solicitar diversos exames complementares. Entre os principais, destacam‑se:
- Tonômetro de aplanação ou de não contato: mede a pressão dentro do olho;
- Oftalmoscopia (fundoscopia): avalia diretamente o nervo óptico;
- Campo visual computadorizado (perimetria): mapeia as áreas de visão periférica e central;
- Tomografia de coerência óptica (OCT): obtém imagens detalhadas das camadas do nervo óptico e da retina;
- Paquimetria: mede a espessura da córnea, fator que influencia na precisão da medida da pressão intraocular.
Este conjunto de exames permite ao especialista identificar alterações iniciais, ajustar a medicação ou, se necessário, indicar procedimentos cirúrgicos para controlar a pressão intraocular.
Frequência recomendada de consultas e exames
A periodicidade dos exames deve ser individualizada, mas existem diretrizes gerais para orientar o acompanhamento:
- Nos estágios iniciais ou suspeita de glaucoma: consultas a cada 3–4 meses, com tonometria e avaliação do nervo óptico. Perimetria semestral e OCT anual;
- Em glaucoma estável e bem controlado: consultas semestrais, com tonometria e exame de fundo de olho. Perimetria anual e OCT anual;
- Em glaucoma avançado ou instável: consultas trimestrais ou até bimestrais, com todos os exames complementares (tonometria, perimetria e OCT) a cada visita, conforme orientação médica.
Fatores que influenciam na periodicidade
Vários aspectos podem exigir ajustes no cronograma de exames:
- Idade do paciente: pessoas acima dos 60 anos tendem a ter evolução mais rápida e podem necessitar de acompanhamento mais frequente;
- Histórico familiar de glaucoma: indivíduos com parentes de primeiro grau acometidos devem iniciar o rastreamento ainda mais cedo e manter exames regulares;
- Espessura corneana: córneas finas podem mascarar leituras mais altas de pressão intraocular, demandando avaliação mais criteriosa;
- Adesão ao tratamento: pacientes com dificuldade em manter o uso correto das gotas podem precisar de visitas mais frequentes para reforço e ajustes de terapia.
Esses fatores são avaliados pelo oftalmologista para oferecer um plano de cuidado personalizado, garantindo que cada paciente receba o monitoramento ideal para seu caso.
Dicas para manter uma boa saúde ocular
Além da rotina de exames, algumas atitudes diárias ajudam a controlar o glaucoma e prevenir complicações:
- Uso correto das medicações: aplique as gotas sempre no horário prescrito; atrasos ou esquecimento podem levar à elevação da pressão intraocular;
- Alimentação equilibrada: nutrientes como vitaminas A e C, ômega‑3 e antioxidantes fortalecem a saúde dos tecidos oculares;
- Exercícios físicos moderados: atividades como caminhada e natação auxiliam na redução leve da pressão intraocular;
- Hidratação adequada: beba água ao longo do dia, evitando ingestão excessiva em curto período para não elevar a PIO;
- Proteção contra luz excessiva: use óculos escuros com filtro UV em dias ensolarados; evite ambientes muito iluminados sem proteção.
Se você tem diagnóstico de glaucoma ou histórico familiar da doença, não deixe de agendar suas consultas de acompanhamento. Entre em contato com o Dr. Márcio Tractenberg para uma avaliação completa e um plano de monitoramento. A saúde dos seus olhos merece atenção especializada.
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