Fatores genéticos do glaucoma

Fatores genéticos do glaucoma: devo fazer exame preventivo se meus pais têm?

Se seus pais têm glaucoma, seu risco de desenvolver a doença é maior, mas a perda visual não é inevitável. 

Neste post, vamos explicar os fatores genéticos do glaucoma, quando fazer exames preventivos, como são os testes e quais tratamentos existem, incluindo a Trabeculoplastia Seletiva a Laser. 

A detecção precoce é a arma mais potente contra os danos que o glaucoma causa.

O que é glaucoma?

O glaucoma é um grupo de doenças que danificam o nervo óptico, a estrutura que leva a visão do olho para o cérebro. 

Muitas vezes a lesão está associada à pressão intraocular, a pressão do líquido dentro do olho. Quando não tratado, o glaucoma pode causar perda progressiva da visão periférica e, em casos avançados, da visão central. 

Fatores genéticos do glaucoma: qual é a relação?

A genética influencia o risco de glaucoma, mas a relação é complexa. Existem formas da doença em que a chance de parentes próximos também desenvolverem o problema é maior. 

Em geral, ter um parente de primeiro grau (pai, mãe, irmão) com glaucoma aumenta seu risco em comparação com a população geral. 

No entanto, fatores ambientais e de saúde, como idade, pressão intraocular, e doenças como diabetes, também importam. 

Ter um pai com glaucoma é um alerta para acompanhar a saúde ocular, não um veredito inevitável. A recomendação principal é transformar esse alerta em ação preventiva.

Quando fazer exame preventivo?

Seus pais têm glaucoma? Comece avaliando alguns pontos: 

  • sua idade;
  • se há outros casos na família;
  • se você já teve pressão ocular elevada ou trauma ocular. 

Em linhas gerais, pessoas com parente de primeiro grau com glaucoma devem iniciar exames antes do que a população em geral. 

Para adultos jovens com histórico familiar, a primeira avaliação pode ser mais cedo, por exemplo, a partir dos 40 anos ou antes, conforme orientação do oftalmologista.

Para quem já tem 50 anos ou mais, a avaliação anual é frequentemente indicada. 

Como é o exame preventivo: o que esperar?

O exame preventivo não depende de um único teste, é uma combinação de avaliações.

O oftalmologista vai:

  • medir a pressão intraocular;
  • examinar o nervo óptico com lâmpada de fenda e fundos de olho;
  • fazer exames complementares como campimetria (teste de campo visual) e tomografia de coerência óptica (OCT) para avaliar a espessura das fibras do nervo óptico. 

Esses exames são rápidos, indolores e ajudam a detectar alterações antes que o paciente note perda de visão. Fazer o conjunto de exames recomendados aumenta muito a chance de diagnóstico precoce.

Se o exame achar sinal de glaucoma: o que vem a seguir?

Se encontrar sinais d doença, o tratamento busca estabilizar ou reduzir a progressão. Inicialmente com colírios que diminuem a pressão intraocular, e em alguns casos com laser ou cirurgia. 

A escolha depende do tipo de glaucoma, do grau de dano e da resposta ao tratamento. O monitoramento regular é contínuo e o objetivo é manter a função visual. Em outras palavras, diagnóstico precoce abre caminhos para tratamento bem-sucedido.

Quais são os tratamentos disponíveis?

O tratamento do glaucoma tem várias etapas. Na maioria dos casos, começa pelo uso de colírios hipotensores, que reduzem a pressão intraocular. 

Se o controle não for suficiente, a Trabeculoplastia Seletiva a Laser é uma opção contemporânea. O procedimento ambulatorial usa laser para melhorar a drenagem do líquido intraocular e reduzir a pressão. 

Em casos mais avançados ou quando outras medidas falham, existem cirurgias filtrantes e implantes. 

A escolha é sempre individualizada. O oftalmologista explica os riscos e benefícios e acompanha a resposta ao tratamento, pois existem várias alternativas quando o glaucoma é diagnosticado e tratado cedo.

Quais fatores aumentam o risco genético?

Alguns genes já foram identificados como associados a formas específicas de glaucoma, principalmente em casos precoces ou familiares. 

Mas a maioria dos casos envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Por exemplo, pessoas com parentes de primeiro grau afetados, histórico de miopia alta, antecedentes de trauma ocular ou certas condições sistêmicas podem ter risco maior. 

O Dr. Márcio Tractenberg lembra que nem todos com predisposição genética desenvolverão a doença e que exames regulares permitem intervir antes da perda visual. 

Portanto, histórico familiar é um sinal de atenção, não de desespero.

Como conversar com seu oftalmologista?

Leve ao médico o histórico familiar detalhado e suas informações particulares: 

  • quem teve glaucoma na família;
  • que idade a pessoa tinha quando foi diagnosticada;
  • qual o tipo do glaucoma, se souber;
  • lista das medicações que você toma; 
  • história de cirurgia ocular;
  • problemas de saúde que possam interferir. 

Pergunte qual a frequência com que você deve fazer exames e quais sinais você deve observar em casa. Uma conversa aberta ajuda a definir um plano preventivo personalizado. 

A detecção precoce permite tratamentos que preservam a visão, como colírios, laser (incluindo a Trabeculoplastia Seletiva a Laser quando indicada) e, se necessário, cirurgia. 

Agir cedo é a melhor proteção contra a perda visual. Em poucas palavras: não espere sintomas — faça o exame.

Se seus pais têm glaucoma, marque uma avaliação oftalmológica para entender seu risco e começar um plano de acompanhamento com o Dr. Márcio Tractenberg, no Portal Glaucoma.

Dr. Márcio Tractenberg

Consultório Instituto de Olhos Bela Vista – Av Carlos Gomes 1340 Sala 1003/1

Porto Alegre / RS 90480-001

Mais como este

Glaucoma unilateral: é comum?

Muitos pacientes chegam ao consultório preocupados porque só um olho aparenta ter sinais de glaucoma, como pressão elevada, perda de campo visual ou alterações no

Leia mais »

Como foi seu atendimento?

Avalie no google como foi a sua experiência com o atendimento do Dr. Marcio Tractenberg

Agende uma consulta com o especialista