O glaucoma pode ser descoberto antes mesmo de causar prejuízos significativos à visão, porém são poucos que sabem como funciona o diagnóstico dessa doença silenciosa. Por consequência, a maioria apenas começa a se tratar após um exame oftalmológico que revela alterações preocupantes.
Neste post, vamos abordar como é feito o diagnóstico do glaucoma e quais são as razões para identificá-lo o quanto antes
O que é o glaucoma?
O glaucoma é um grupo de doenças oculares que causam lesão progressiva do nervo óptico, muitas vezes associada ao aumento da pressão intraocular (PIO).
Quando a PIO se eleva acima do que os tecidos do nervo óptico suportam, ocorre compressão e degeneração das fibras nervosas, provocando perda gradual do campo visual. Se não for tratado adequadamente, o glaucoma pode evoluir para cegueira irreversível.
Existem diferentes tipos de glaucoma, porém o Glaucoma de Ângulo Aberto (Primário de Ângulo Aberto) é o mais comum em adultos. Ele ocorre quando a drenagem do humor aquoso pela malha trabecular fica menos eficiente. Isso ocorre de forma gradual e, geralmente, é assintomático nos estágios iniciais.
Por que é importante ter o diagnóstico do glaucoma cedo?
A resposta imediata é simples: a lesão do nervo óptico no glaucoma é irreversível. Isso significa que, uma vez perdidas as fibras nervosas responsáveis pela visão periférica ou, em estágios avançados, pela visão central, não há como recuperá-las.
Portanto, quanto mais cedo o diagnóstico for estabelecido, maiores são as chances de:
- Preservar o campo visual: intervenções precoces (colírios, laser ou cirurgia) visam manter a PIO em níveis seguros para evitar danos adicionais ao nervo óptico;
- Reduzir a progressão: pacientes que iniciam tratamento antes da perda de fibras nervosas costumam ter prognóstico visual melhor ao longo da vida;
- Evitar complicações: quando o diagnóstico é tardio, o glaucoma pode chegar a um estágio avançado, em que o paciente percebe “visão em túnel” ou até já perdeu parte da visão central, comprometendo a qualidade de vida.
Vale ressaltar que, em muitos casos de glaucoma primário de ângulo aberto, o paciente não sente dor nem percebe alterações visuais até fases intermediárias da doença. Por isso, a detecção precoce só é possível por meio de exames oftalmológicos.
Como o glaucoma é assintomático nos estágios iniciais?
Nos tipos mais comuns, especialmente o glaucoma de ângulo aberto, a PIO tende a subir de forma lenta e progressiva. Durante meses e até anos, o campo visual periférico começa a apresentar falhas mínimas, mas o cérebro “preenche” essas lacunas, e o paciente não percebe que há algo errado.
Além disso, o nervo óptico não possui terminações sensoriais para dor; ou seja, a elevação gradual da pressão intraocular não causa desconforto imediato. Somente quando a doença está mais avançada – ou em episódios agudos de glaucoma de ângulo fechado – o indivíduo passa a sentir sintomas como visão embaçada, dor ou visão de halos coloridos ao redor de luzes.
Para evitar chegar a esse estágio, o diagnóstico precoce por meio de exames é a melhor ferramenta.
Principais exames para diagnosticar o glaucoma
Para confirmar ou descartar o diagnóstico de glaucoma, o oftalmologista geralmente solicita uma combinação de exames complementares que avaliam tanto a pressão intraocular (PIO) quanto a integridade do nervo óptico e do campo visual. Os exames incluem:
- Tonometria;
- Paquimetria;
- Gonioscopia;
- Exame de Fundo de Olho (Oftalmoscopia ou Biomicroscopia de Fundo);
- Perimetria Automatizada (Campo Visual);
- Tomografia de Coerência Óptica (OCT).
Tratamento com Trabeculoplastia Seletiva a Laser (TSL):
Procedimento ambulatorial que emprega laser de baixa energia para estimular seletivamente as células pigmentadas da malha trabecular, melhorando o escoamento do humor aquoso sem gerar cicatrizes. Indicado quando há resposta inadequada apenas com colírios ou dificuldades de adesão ao tratamento tópico.
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