Esquecimento de colírios

Esquecimento de colírios: o impacto de uma dose perdida no tratamento do glaucoma.

O glaucoma é uma doença silenciosa que pode levar à perda irreversível da visão quando não tratada. 

Como o tratamento mais comum envolve colírios que reduzem a pressão intraocular (PIO), a proteção do nervo óptico depende de uma rotina rigorosa de aplicação do medicamento.

Entenda, neste post, o que acontece quando há o esquecimento de colírios para glaucoma, os riscos reais, como reduzir esquecimentos e quando considerar opções como a Trabeculoplastia Seletiva a Laser. 

Por que a adesão ao uso de colírios é tão importante?

Os colírios para glaucoma agem basicamente de duas maneiras. Eles diminuem a produção de líquido dentro do olho ou aumentam sua drenagem e reduzem a pressão intraocular. 

Controlar a pressão protege o nervo óptico e preserva nossa capacidade de enxergarmos.

A maioria das opções medicamentosas depende de administração contínua para manter um efeito estável. Assim, a regularidade na aplicação é parte do próprio mecanismo de proteção. Manter a rotina reduz o risco de progressão da doença.

O que acontece quando você esquece uma dose?

Uma dose perdida pode ter efeitos distintos dependendo do tipo de colírio, da duração do tratamento e do controle prévio da pressão. 

Alguns medicamentos têm ação prolongada e uma dose esquecida causa pouco ou nenhum efeito imediato. Outros apresentam queda mais rápida da eficácia e podem permitir um aumento temporário da PIO.

Em pacientes com a pressão já bem controlada, um único esquecimento raramente leva à perda imediata de visão. Porém, quando frequentes ou por períodos prolongados, os esquecimentos aumentam o risco de flutuações da pressão, o que, com o tempo, pode acelerar o dano ao nervo óptico. 

Em resumo, um esquecimento ocasional não é o fim do mundo, mas a repetição pode ser perigosa.

Estratégias práticas para evitar esquecimento de colírios

Para não esquecer de aplicar o colírio, tente lançar mão de algumas estratégias:

  • associar o colírio a rotinas já existentes, como escovar os dentes, tomar café, ou antes de dormir, pode ajudar a transformar a medicação em um gesto automático;
  • usar alarmes no celular ou aplicativos de lembrete;
  • frascos identificados também são aliados reais no dia a dia;
  • quando a prescrição for complexa, peça ao oftalmologista para simplificar o esquema. Muitas vezes é possível reduzir o número de aplicações com medicamentos de ação mais prolongada ou optar por combinações em uma única gota;
  • outra alternativa é envolver familiares ou cuidadores no processo, especialmente para pacientes idosos. 

Pequenas mudanças de rotina e comunicação aberta com o médico e familiares aumentam muito a adesão.

Quando pensar em alternativas ao colírio?

Se esquecimentos são frequentes ou se efeitos colaterais impedem o uso contínuo, existem opções que reduzem a dependência de gotas, como a Trabeculoplastia Seletiva a Laser.

Esse procedimento ambulatorial pode melhorar a drenagem do olho e diminuir a pressão sem precisar de aplicação diária de colírios. Existem também cirurgias e procedimentos minimamente invasivos (MIGS) para casos selecionados.

O papel do oftalmologista na prevenção de esquecimentos

O médico é quem prescreve o medicamento, mas também acompanha, ajusta doses, aconselha e monitora o progresso. 

Uma consulta bem feita inclui orientação clara sobre como aplicar o colírio, reconhecimento de efeitos colaterais e um plano para quando a adesão falhar.

O especialista pode sugerir testes, revisar a possibilidade de medicação em dose única diária ou indicar a Trabeculoplastia Seletiva a Laser quando apropriado. 

Um bom relacionamento com o oftalmologista facilita comunicar os esquecimentos ao médico e pedir ajuda para resolver o problema. 

Por isso, o Dr. Márcio Tractenberg aconselha que o paciente escolha um médico que mantenha o diálogo aberto e com quem você se sinta à vontade para falar das suas dificuldades para aderir ao tratamento.

O impacto de longo prazo de uma rotina de esquecimentos

Um esquecimento isolado, na maioria dos casos, não causa dano imediato, mas a repetição e a irregularidade no uso de colírios aumentam significativamente o risco de dano ao nervo óptico ao longo do tempo. 

A melhor estratégia é prevenir esquecimentos com hábitos, apoio da família e diálogo claro com o oftalmologista. 

Se a adesão for um problema crônico, converse com seu médico sobre alternativas como a Trabeculoplastia Seletiva a Laser ou outras opções adequadas ao seu caso.

Se você tem glaucoma, não minimize os esquecimentos. A proteção da visão é feita por pequenas ações repetidas ao longo dos anos.

Se você tem dúvidas sobre seu esquema de colírios, sofre com esquecimentos ou quer avaliar alternativas como a Trabeculoplastia Seletiva a Laser, agende uma consulta com o Dr. Márcio Tractenberg, no Portal Glaucoma.

Dr. Márcio Tractenberg

Consultório Instituto de Olhos Bela Vista – Av Carlos Gomes 1340 Sala 1003/1

Porto Alegre / RS 90480-001

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