Glaucoma em diabéticos

Glaucoma em diabéticos: qual a relação?

Diabetes e olhos têm uma relação íntima: além da retinopatia diabética, pacientes diabéticas também apresentam associação com maior ocorrência de glaucoma, especialmente o glaucoma de ângulo aberto.

Saber como se relaciona o glaucoma em diabéticos, quais riscos existem e quais as opções de tratamento preservam a visão. 

O que é glaucoma e por que importa para quem tem diabetes

Glaucoma é um grupo de doenças que danificam o nervo óptico e podem levar à perda visual irreversível. A forma mais comum é o glaucoma de ângulo aberto, em que a drenagem do humor aquoso fica prejudicada, elevando a pressão intraocular (PIO) e lesionando o nervo óptico ao longo do tempo.

Pessoas com diabetes também apresentam maior prevalência de várias doenças oculares (retinopatia, edema macular, catarata) e estudos apontam para uma associação entre diabetes e risco aumentado de glaucoma — embora a força dessa associação varie entre estudos. 

Existe aumento real do risco de glaucoma em diabéticos?

A literatura médica é ampla e, em parte, heterogênea. Vários estudos e meta-análises sugerem que o diabetes está associado a um risco maior de glaucoma. Porém, os resultados não são completamente uniformes: algumas pesquisas mostram um aumento claro de risco; outras indicam efeito modesto ou resultados dependentes de características populacionais e de cofounders.

Em suma, há evidências que apoiam uma associação, mas ainda há controvérsias e nuances que justificam acompanhamento oftalmológico atento em diabéticos. 

Quais são os possíveis mecanismos que ligam diabetes e glaucoma?

As hipóteses que explicam a relação incluem:

  • Alterações microvasculares: diabetes causa lesão nos pequenos vasos da retina e possivelmente do nervo óptico, aumentando vulnerabilidade ao dano glaucomatoso. 
  • Inflamação e disfunção celular: alterações metabólicas e inflamatórias no tecido trabecular podem prejudicar a drenagem do humor aquoso.
  • Alterações na PIO: alguns estudos observaram correlações entre estágio de retinopatia diabética e PIO, embora os achados sejam complexos. 

Esses mecanismos não são mutuamente exclusivos — provavelmente atuam em conjunto e variam entre pacientes. 

Como o glaucoma é diagnosticado em diabéticos?

O diagnóstico exige exame oftalmológico completo, que normalmente inclui:

  • Medição da pressão intraocular (tonometria);
  • Avaliação do ângulo anterior (gonioscopia quando indicado);
  • Exame do nervo óptico (fundoscopia);
  • Campimetria (campo visual) para detectar perdas funcionais;
  • Tomografia de coerência óptica (OCT) para avaliar a espessura das camadas do nervo óptico e da retina.

Diabéticos devem fazer exames oftalmológicos de forma regular, porque muitas doenças oculares iniciais são assintomáticas. Detectar alterações cedo aumenta muito as chances de preservar a visão. 

Tratamentos: onde entra a Trabeculoplastia Seletiva a Laser (SLT)?

O tratamento do glaucoma pode incluir colírios, laser e cirurgia. A Trabeculoplastia Seletiva a Laser (SLT) é um procedimento ambulatorial que aplica impulsos de laser na malha trabecular para melhorar a drenagem do humor aquoso, reduzindo a PIO sem causar dano térmico extenso ao tecido.

É utilizada como tratamento inicial, adjuvante ou substituto de colírios, dependendo do caso. 

Evidência clínica sobre SLT

Ensaios e revisões (incluindo o importante LiGHT trial) mostraram que a SLT pode ser tão eficaz quanto colírios hipotensores para reduzir PIO em glaucoma de ângulo aberto e, em muitos pacientes, reduzir a necessidade de medicamentos tópicos. 

Revisões brasileiras e internacionais também descrevem boa eficácia e segurança da SLT como opção inicial ou como complemento terapêutico. Isso a torna uma alternativa preferível, inclusive para pacientes diabéticos que têm problemas com adesão a colírios ou efeitos colaterais. 

O que diabéticos podem fazer para reduzir riscos

Controle glicêmico: bons níveis de glicemia reduzem complicações microvasculares e ajudam a saúde ocular geral. 

Exames oftalmológicos regulares: avaliação anual (ou com a frequência indicada pelo oftalmologista) permite diagnóstico precoce de retinopatia, glaucoma ou outras doenças. 

Atenção a sintomas: perda de visão, visão em túnel, dor ocular intensa ou alterações súbitas exigem consulta imediata.

Adesão ao tratamento: seguir orientações sobre colírios, laser ou cirurgia pode evitar progressão da doença. 

Se você tem diabetes e quer avaliar o risco de glaucoma, fazer exames de rastreio ou discutir tratamentos como a Trabeculoplastia Seletiva a Laser (SLT), entre em contato com o Dr. Márcio Tractenberg — Instituto de Olhos Bela Vista para uma consulta e um plano de cuidado.

Agende uma avaliação com o Dr. Márcio Tractenberg no Instituto de Olhos Bela Vista.

Dr. Márcio Tractenberg

Consultório Instituto de Olhos Bela Vista – Av Carlos Gomes 1340 Sala 1003/1

Porto Alegre / RS 90480-001

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