Muitos pacientes chegam ao consultório sem perceber qualquer sinal de problema até que, em uma avaliação de rotina, descobrem mudanças preocupantes na visão.
Neste post, vamos explorar a fundo se o glaucoma tem sintoma perceptíveis ou se ele só é detectado por meio de exames especializados.
Definição da doença: Glaucoma tem sintoma?
O glaucoma é um grupo de doenças caracterizadas pela lesão progressiva das fibras do nervo óptico, geralmente associada ao aumento da pressão intraocular (PIO).
Quando a pressão dentro do olho se eleva de forma contínua ou sob picos frequentes, as estruturas do nervo óptico podem sofrer danos, resultando em perda gradual da visão. A progressão costuma ser lenta e, em muitos casos, o paciente não percebe alterações até estágios avançados.
Por essa razão, o glaucoma é conhecido como o “ladrão silencioso da visão”.
Embora existam diferentes tipos de glaucoma — como o de ângulo aberto, o de ângulo fechado e formas secundárias ou congênitas — a maioria dos casos diagnosticados em adultos é o glaucoma primário de ângulo aberto.
Esse tipo não costuma apresentar sintomas dolorosos nem sinais aparentes nos estágios iniciais, dificultando o diagnóstico precoce sem exames regulares.
Tipos de glaucoma e possíveis sintomas
Glaucoma de ângulo aberto
Característica principal: a drenagem do humor aquoso fica gradualmente menos eficiente, elevando a PIO.
Sintomas:
- Em grande parte dos casos, é assintomático nos estágios iniciais;
- Pode gerar visão embaçada ou pontos de sombra (escotomas) somente quando já há perda significativa de fibras do nervo óptico;
- Dificuldade para perceber gradientes de luz e contrastes — por exemplo, ao dirigir à noite.
Glaucoma de ângulo fechado (agudo)
Característica principal: o ângulo de drenagem se fecha abruptamente, levando a um aumento súbito e acentuado da PIO.É considerado uma emergência oftalmológica.
Sintomas:
- Dor ocular intensa;
- Dor de cabeça acompanhada de náuseas e vômitos;
- Visão turva, muitas vezes com halos coloridos ao redor de luzes;
- Olho vermelho e endurecido ao toque.
Exames indispensáveis
Para determinar se há alguma alteração compatível com glaucoma, o oftalmologista costuma solicitar:
Tonômetro (Tonometria)
Mede a pressão intraocular. Valores acima de 21 mmHg podem indicar necessidade de investigação adicional, embora nem todo paciente com pressão elevada tenha glaucoma e nem todo paciente com a condição apresente pressão elevada.
Mapeamento do nervo óptico (Oftalmoscopia ou Biomicroscopia de Fundo de Olho)
Avalia diretamente a cabeça do nervo óptico (papila óptica). Alterações no contorno ou no A/V (área/volume) do disco óptico sugerem lesão glaucomatosa.
Campo visual (Perimetria)
Verifica áreas de perda de visão periférica (escotomas). O exame gera um mapa que destaca os pontos em que o paciente não enxerga adequadamente, mesmo antes de perceber mudanças durante o dia a dia.
Paquimetria
Mede a espessura da córnea. Permite ajustar a interpretação da tonometria, pois córneas mais finas podem mascarar pressão intraocular elevada.
Gonioscopia
Analisa o ângulo de drenagem do olho, classificando-o como aberto ou fechado. Diferencia os tipos de glaucoma e planeja o tratamento mais adequado.
Tomografia de coerência óptica (OCT)
Fornece imagens das camadas da retina e do nervo óptico, possibilitando quantificar a espessura das fibras nervosas e detectar lesões antes mesmo de alterações no campo visual.
Por que o glaucoma “só aparece no exame”?
No glaucoma primário de ângulo aberto, o dano ao nervo óptico ocorre gradualmente. O cérebro consegue compensar pequenas perdas de campo visual por anos, gerando ausência de percepção subjetiva de piora na visão periférica até os estágios intermediários ou avançados da doença.
Exceto no glaucoma de ângulo fechado agudo, a maioria dos pacientes não sente desconforto nem inflamação, afastando o sinal de alerta para buscar atendimento oftalmológico imediatamente.
Além disso, a perda do campo visual periférico ocorre de forma assimétrica. Frequentemente, o paciente sente que “vê tudo igual”, mas perde gradualmente a capacidade de perceber objetos nas laterais (ex.: pessoas se aproximando pela esquerda ou direita, postes, obstáculos).
Por fim, muitas pessoas ignoram a importância do exame de pressão intraocular e do campo visual. A título de exemplo, é comum que pacientes só descubram o glaucoma em consultas programadas para renovação de receita de óculos, sem realização de exames complementares.
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