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OCT: O que realmente está lhe dizendo do nervo óptico? 

Você saiu da consulta com o exame OCT na mão, olhou para aquelas imagens coloridas e não entendeu nada. O médico disse que estava acompanhando, que precisava repetir em seis meses, mas a explicação ficou pela metade. 

Essa situação é mais comum do que deveria ser. O problema é que a tomografia de coerência óptica do nervo óptico é um exame que pode soar técnico demais e difícil de entender.

Este post existe para preencher essa lacuna.

O que é o OCT do nervo óptico?

A tomografia de coerência óptica, conhecida pela sigla OCT, é um exame de imagem que usa luz para mapear as estruturas internas do olho com precisão de micrômetros. 

Quando aplicado ao nervo óptico, ele analisa principalmente a camada de fibras nervosas da retina (RNFL, na sigla em inglês) ao redor do disco óptico, que é a região por onde o nervo óptico sai do olho em direção ao cérebro.

No glaucoma, as fibras nervosas se deterioram antes de qualquer perda de visão perceptível. O OCT consegue detectar esse afinamento precocemente, muitas vezes anos antes de um exame de campo visual mostrar qualquer alteração.

O que aparece no resultado?

O laudo do OCT apresenta informações em camadas. As principais que o paciente vai encontrar são:

  • espessura média da RNFL ao redor do nervo óptico, expressa em micrômetros;
  • mapa setorial dividido em quadrantes (superior, inferior, nasal e temporal);
  • comparação com um banco de dados normativo por faixa etária;
  • análise do disco óptico, incluindo a relação escavação/disco (C/D ratio).

Cada uma dessas métricas é representada por cores: verde indica dentro da normalidade para a idade, amarelo aponta para limite inferior e vermelho sinaliza espessura abaixo do esperado.

O que as cores realmente significam?

O código de cores parece simples, mas exige contexto para ser interpretado corretamente. Um setor amarelo isolado, sem progressão ao longo do tempo, pode não ter significado clínico. Já um que era verde e passou para amarelo em dois exames consecutivos é um sinal que merece atenção imediata.

O OCT compara seus valores com uma população de referência. Se você tem uma estrutura naturalmente diferente da média, seja por miopia alta, disco óptico grande ou pequeno, o exame pode gerar falsos alertas ou, ao contrário, subestimar um dano real. 

Por isso, o oftalmologista sempre avalia o OCT em conjunto com o exame clínico e o histórico do paciente.

Por que a comparação ao longo do tempo importa mais do que um único exame?

Um resultado isolado oferece uma fotografia. A série de exames ao longo do tempo oferece o filme completo. O que define se um glaucoma está controlado ou progredindo é a análise da taxa de variação da espessura das fibras nervosas. 

Perder dois ou três micrômetros por ano pode ser aceitável em um paciente de 75 anos, mas representa um risco importante em um paciente de 40 anos que precisará preservar a visão por décadas.

Essa análise de progressão é o principal motivo pelo qual o oftalmologista pede que o exame seja repetido em intervalos regulares e, sempre que possível, no mesmo equipamento. 

Variações entre aparelhos de fabricantes diferentes podem dificultar a comparação direta.

Quando o OCT entra na investigação do glaucoma?

O OCT do nervo óptico é solicitado em diferentes momentos do cuidado oftalmológico:

  • no diagnóstico inicial, para estabelecer uma linha de base e verificar se já existe dano às fibras nervosas;
  • no acompanhamento de pacientes com hipertensão ocular, para detectar dano precoce antes do campo visual;
  • no monitoramento de glaucoma já diagnosticado, para avaliar se o tratamento está controlando a progressão;
  • na investigação de suspeita de glaucoma, quando o disco óptico tem aspecto atípico no exame clínico.

A relação entre OCT e trabeculoplastia seletiva a laser

Quando o OCT evidencia progressão mesmo com o uso de colírios, o oftalmologista pode considerar ajustes no tratamento, incluindo a trabeculoplastia seletiva a laser (SLT). 

O procedimento melhora a drenagem do humor aquoso pela malha trabecular e pode reduzir a pressão intraocular o suficiente para estabilizar a perda de fibras nervosas. 

O OCT, nesse contexto, funciona como o principal parâmetro para avaliar se a intervenção está surtindo efeito ao longo do acompanhamento.

O que fazer com essa informação?

Entender o próprio exame torna o paciente um participante mais ativo do tratamento. Isso significa chegar às consultas com os exames anteriores para comparação, perguntar se houve variação em relação ao último resultado e questionar o que a curva de progressão está mostrando.

Glaucoma é uma condição de longo prazo. Quanto mais informado o paciente, melhor a adesão ao acompanhamento e maiores as chances de preservar a visão ao longo dos anos.

Agende sua consulta com o Dr. Márcio Tractenberg

Se você tem um OCT com resultado alterado, uma sequência de exames que nunca foi interpretada em conjunto ou dúvida sobre o acompanhamento do seu glaucoma, o próximo passo é uma consulta especializada. 

O Dr. Márcio Tractenberg, do Portal Glaucoma, avalia o histórico completo do paciente para definir a conduta mais adequada a cada caso.

Agende sua consulta e tenha clareza sobre o que os seus exames estão dizendo.

Dr. Márcio Tractenberg

Oftalmologista Porto Alegre

Consultório Instituto de Olhos Bela Vista – Av Carlos Gomes 1340 Sala 1003/1

Porto Alegre / RS 90480-001

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