oftalmologista glaucoma

10 perguntas para levar ao oftalmologista se você tem glaucoma

Receber o diagnóstico de glaucoma do oftalmologista pode gerar muitas dúvidas e ansiedade.

Glaucoma é um grupo de doenças que danificam o nervo óptico e podem levar à perda progressiva da visão se não forem acompanhadas e tratadas adequadamente.

Ir ao oftalmologista preparado — com perguntas-chave — ajuda você a entender melhor o estágio da doença, as opções de tratamento e o que fazer no dia a dia para proteger sua visão.

Abaixo estão 10 perguntas que todo paciente com glaucoma deve levar à consulta, com explicações do porquê cada pergunta é importante.

1. Qual é o tipo e o estágio do meu glaucoma?

Saber exatamente qual tipo de glaucoma (por exemplo, glaucoma de ângulo aberto, glaucoma de ângulo fechado, glaucoma congênito, glaucoma secundário) e em que estágio ele se encontra (inicial, moderado, avançado) é o ponto de partida.

Isso influencia diretamente nas opções de tratamento, frequência das consultas e risco de progressão. Peça que o médico explique em termos simples o que significa o resultado dos exames.

2. Qual é a minha pressão intraocular (PIO) alvo?

A PIO é um dos fatores mais importantes no manejo do glaucoma, mas o número ideal varia conforme o paciente e o estágio da doença. Pergunte qual é a meta de pressão para o seu caso e como será feito o monitoramento (tensão no consultório, mapas de pressão ao longo do dia, etc.).

3. Quais exames foram feitos e o que eles mostram sobre o meu nervo óptico e campo visual?

Exames como paquimetria, campimetria (teste de campo visual), OCT de fibras nervosas e papila óptica avaliam o dano e a progressão. Solicite que o médico explique os resultados: quais áreas já foram afetadas e se houve perda perceptível.

4. Preciso iniciar alguma medicação? Quais são os efeitos colaterais?

Muitos casos de glaucoma são tratados inicialmente com colírios (medicações tópicas). Pergunte:

  • Qual colírio é indicado e por quê?
  • Como usar corretamente (horários, intervalos)?
  • Quais os efeitos colaterais locais e sistêmicos?
  • O que fazer se eu esquecer uma dose?

5. Existem alternativas à medicação — qual o papel da cirurgia no meu caso?

Além dos colírios, existem procedimentos a laser e cirurgias convencionais. É importante saber quando essas alternativas são recomendadas e quais os riscos/benefícios.

Pergunte sobre a Trabeculoplastia Seletiva a Laser: em quais situações ela é indicada, como funciona, eficácia esperada e se pode reduzir a necessidade de colírios.

Sobre a Trabeculoplastia Seletiva a Laser (TSL) 

É um procedimento que usa laser para estimular as células da malha trabecular no olho, melhorando o escoamento do humor aquoso e ajudando a reduzir a pressão intraocular.

É minimamente invasivo, pode ser realizado no consultório e costuma ser indicado para glaucoma de ângulo aberto ou como complemento quando a medicação não é suficiente ou apresenta efeitos colaterais.

6. Qual é a probabilidade de progressão da minha doença e como vamos monitorar isso?

Pergunte sobre a expectativa de evolução da sua condição e com que frequência você precisará repetir exames de campo visual e OCT. Em muitos casos, exames semestrais ou anuais são recomendados, mas isso depende do risco de progressão.

7. Existem fatores de risco modificáveis que eu posso controlar?

Alguns hábitos e condições podem influenciar a progressão do glaucoma: adesão ao tratamento, pressão arterial (tanto alta quanto baixa podem afetar o fluxo sanguíneo ao nervo óptico), uso de corticosteróides, estilo de vida e até posicionamento durante o sono em alguns casos.

Pergunte o que você pode mudar no dia a dia para proteger sua visão.

8. Como o glaucoma afetará minha vida diária? Posso dirigir? Trabalhar no computador? Praticar esportes?

É normal querer saber como o diagnóstico vai influenciar sua rotina. Pergunte sobre limitações práticas, sinais de alerta para procurar o médico com urgência e quando (ou se) será seguro operar veículos, realizar atividades profissionais específicas ou praticar esportes de impacto.

9. Tenho outras doenças (como diabetes, hipertensão). Como elas interferem no glaucoma?

Condições sistêmicas podem afetar o nervo óptico ou influenciar o tratamento.

Informe o oftalmologista sobre todos os medicamentos que você toma e sobre doenças como diabetes, hipertensão e doenças autoimunes, e peça orientação integrada com o seu clínico ou especialista.

10. O que fazer se eu notar piora na visão? Quais sinais exigem atendimento imediato?

Pergunte quais são os sintomas de alerta — dor ocular intensa, perda súbita de visão, halos coloridos ao redor das luzes, náuseas e vômitos (no caso de crise aguda de ângulo fechado) — e como proceder (urgência, telefone do consultório, plantão).

Ter um plano claro evita perda de tempo em situações emergenciais.

Dicas práticas para a consulta

  • Leve uma lista de todos os medicamentos e colírios que usa.
  • Anote perguntas antes de ir e leve o papel para anotar as respostas.
  • Se possível, vá acompanhado — outra pessoa pode absorver informações importantes.
  • Peça que o médico escreva a meta de pressão e a frequência dos exames de controle.

Se você tem dúvidas sobre diagnóstico, opções de tratamento ou se a Trabeculoplastia Seletiva a Laser é indicada no seu caso, entre em contato com um especialista.

Agende uma avaliação com o Dr. Márcio Tractenberg do Instituto de Olhos Bela Vista. Uma consulta permitirá esclarecer suas dúvidas, revisar seus exames e traçar um plano de acompanhamento para preservar sua visão.

Dr. Márcio Tractenberg

Consultório Instituto de Olhos Bela Vista – Av Carlos Gomes 1340 Sala 1003/1

Porto Alegre / RS 90480-001

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