olhos com glaucoma

Olhos com glaucoma: Como o paciente lida com os efeitos da doença?

Olhos com glaucoma enfrentam uma combinação de desafios visuais, emocionais e práticos que demandam adaptações contínuas ao longo de todo o tratamento. 

A perda progressiva do campo visual, mesmo quando assintomática no início, pode comprometer atividades diárias como leitura, condução e mobilidade pela casa. Além do aspecto físico, o receio de piora da visão e as limitações impostas pela doença podem desencadear ansiedade e depressão, afetando o bem‑estar psicológico.

Para muitos, encontrar formas de lidar com esses impactos envolve desde mudanças no ambiente doméstico até o uso de recursos tecnológicos e a busca por apoio emocional em grupos especializados.

Entendendo o glaucoma

O glaucoma é um grupo de doenças que lesionam o nervo óptico, frequentemente associadas ao aumento da pressão intraocular (PIO) eliminando gradualmente as fibras nervosas responsáveis pela visão periférica.

No tipo mais comum, o glaucoma de ângulo aberto, essa hipertensão ocular decorre do esgotamento na drenagem do humor aquoso pela malha trabecular, conduzindo à sobrecarga de pressão no interior do olho.

Embora possa permanecer silencioso em estágios iniciais, a progressão sem tratamento culmina em perda visual irreversível, podendo levar à cegueira se não for adequadamente controlada.

Como o glaucoma afeta o olho

À medida que a PIO se mantém elevada, ocorre dano mecânico e isquêmico ao nervo óptico, comprometendo a transmissão de estímulos visuais ao cérebro.

Inicialmente, nota‑se a redução do campo visual periférico; nas fases avançadas, há restrição do campo central, dificultando tarefas como reconhecer rostos e ler textos.

Em alguns casos, pacientes relatam visão de “halos” ao redor de fontes de luz (círculos luminosos) e leve dor ocular quando a pressão atinge patamares mais altos.

Efeitos da doença na vida do paciente

Impacto na qualidade de vida

Olhos com glaucoma diminuem desempenho de atividades rotineiras, como cozinhar, caminhar em ambientes pouco iluminados e usar dispositivos eletrônicos, o que contribui para a sensação de dependência.

A rapidez da perda visual está diretamente ligada à forma como o indivíduo percebe sua própria qualidade de vida, sendo pior avaliada quando o declínio ocorre de maneira abrupta.

Impacto na rotina e independência

A perda de campo visual periférico nos olhos com glaucoma reduz a segurança ao se locomover, elevando o risco de quedas e acidentes domésticos, sobretudo em idosos.

Atividades simples, como subida de escadas, manejo de utensílios e identificação de obstáculos, requerem adaptações no ambiente, como instalação de iluminação estratégica e barras de apoio.

Estratégias de enfrentamento

Para reduzir riscos, recomenda‑se organização do espaço com cores contrastantes, tapetes anti‑derrapantes e mobiliário fixo. Óculos de sol com filtros UV protegem contra microlesões e desconforto em ambientes externos, enquanto a utilização de lupas eletrônicas e aplicativos de leitura ampliada contribui para a realização de tarefas visuais finas.

Dispositivos de baixo custo, como marcadores em relevo para identificar horas nos medicamentos, lanternas adaptadas e leitores de tela, ampliam a independência. Ferramentas de navegação por GPS com comandos de voz também permitem maior segurança em deslocamentos fora de casa.

Tratamento mais efetivo: SLT

O que é SLT

A Trabeculoplastia Seletiva a Laser (SLT) é um procedimento ambulatorial que utiliza energia laser para estimular células da malha trabecular, facilitando a drenagem do humor aquoso e reduzindo a PIO.

Como funciona

Durante a SLT, aplicações de laser de baixa potência são direcionadas seletivamente aos melanócitos da malha trabecular, induzindo uma resposta biológica sem causar destruição tecidual significativa. O estímulo celular resulta em remodelação do trabeculado e maior fluxo de saída do líquido intraocular.

Benefícios comprovados

Estudos clínicos, incluindo o ensaio LiGHT, demonstraram que a SLT oferece controle da PIO equivalente ou superior ao uso inicial de colírios, com redução da necessidade de medicação contínua.

O procedimento possui perfil de segurança favorável, baixa taxa de complicações e pode ser repetido em caso de insuficiência inicial. Além disso, o efeito hipotensor é comparável ao dos análogos de prostaglandina, classe de colírios com maior potencial de redução de PIO.

Para orientação especializada e acesso a recursos de apoio, entre em contato com o Instituto Bela Vista e descubra como manter sua visão protegida.

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