Em muitos casos, é possível prevenir o avanço do glaucoma e preservar a visão por muitos anos, desde que o problema seja acompanhado e tratado de forma correta.
O glaucoma é uma doença que compromete o nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais do olho até o cérebro. Quando esse dano avança sem controle, a perda visual pode se tornar permanente.
O foco do tratamento do glaucoma está em impedir ou desacelerar a evolução do quadro, com estratégias seguras e consolidadas.
Quanto mais cedo o glaucoma é identificado e monitorado, maiores são as chances de manter a qualidade da visão ao longo da vida.
O que realmente significa prevenir o avanço do glaucoma
Quando se fala em prevenção, muita gente imagina impedir que a doença apareça. No caso do glaucoma, porém, a conversa costuma ser outra. Em grande parte dos pacientes, prevenir o avanço significa evitar que o nervo óptico continue sofrendo dano ao longo do tempo.
Isso acontece porque o glaucoma geralmente evolui de forma silenciosa. Na fase inicial, a pessoa pode enxergar aparentemente bem e ainda assim já estar perdendo parte do campo visual. Como a perda costuma começar pelas áreas laterais da visão, o cérebro compensa por um tempo e o problema pode passar despercebido.
Por isso, o grande objetivo do tratamento é interromper ou diminuir essa agressão contínua ao nervo óptico. Em outras palavras, não basta descobrir o glaucoma. É preciso proteger o nervo óptico antes que a perda visual se torne maior e irreversível.
O glaucoma pode piorar mesmo sem sintomas?
Sim, o glaucoma pode progredir mesmo quando não causa dor, vermelhidão ou sensação de piora evidente na visão.
Em muitos casos, a pessoa só percebe que algo mudou quando a doença já avançou bastante. Isso significa que o glaucoma exige vigilância contínua, porque os sintomas não são um bom termômetro para medir sua evolução.
O Dr. Márcio Tractenberg explica que o especialista avalia a pressão intraocular, examina o nervo óptico e compara exames ao longo do tempo para entender se a doença está estável ou ativa.
O controle da pressão ocular é a principal estratégia
Na maioria dos casos, a forma mais importante de reduzir o risco de progressão do glaucoma é controlar a pressão intraocular.
Essa pressão é o principal fator de risco modificável da doença. Isso quer dizer que, entre os fatores envolvidos, ela é o que mais pode ser tratado de maneira objetiva.
Nem todo paciente com glaucoma apresenta pressões muito altas, e nem toda pressão alta causa glaucoma.
Ainda assim, existe uma relação muito forte entre pressão intraocular e dano ao nervo óptico. Quando a pressão fica acima da capacidade de tolerância daquele nervo, o risco de progressão aumenta.
O tratamento é sempre individualizado. O oftalmologista define uma meta de pressão para cada paciente, levando em conta:
- o estágio da doença;
- o tipo de glaucoma;
- a idade;
- o aspecto do nervo óptico;
- a velocidade de progressão.
Colírios ajudam, mas precisam ser usados da forma certa.
Os colírios antiglaucomatosos continuam sendo uma das bases do tratamento. Eles podem reduzir a produção do líquido interno do olho ou facilitar sua drenagem, ajudando a diminuir a pressão intraocular.
O problema é que muita gente subestima o impacto do uso irregular. Esquecer doses, interromper o colírio por conta própria ou usar em horários muito variáveis pode comprometer o controle da doença.
Como o glaucoma geralmente não causa sintomas no dia a dia, alguns pacientes acabam relaxando no tratamento sem perceber o risco disso.
Nem sempre o tratamento se resume a colírios
Uma opção importante é a Trabeculoplastia Seletiva a Laser, indicada em casos selecionados para melhorar a drenagem do líquido do olho e ajudar na redução da pressão intraocular.
Em alguns pacientes, ela pode reduzir a dependência de colírios. Em outros, pode complementar o tratamento medicamentoso.
Há fatores que aumentam o risco de progressão
Embora a pressão intraocular seja o principal fator tratável, ela não é o único elemento envolvido.
O risco de progressão pode ser maior em pacientes com:
- diagnóstico tardio;
- glaucoma mais agressivo;
- histórico familiar importante;
- córneas com determinadas características;
- maior fragilidade do nervo óptico.
Além disso, abandonar visitas de rotina por meses ou anos pode permitir que a doença avance silenciosamente. Quando o paciente retorna, às vezes já houve perda visual que não pode ser revertida.
O que o paciente pode fazer na prática para preservar a visão
O paciente tem um papel real na proteção da própria visão, com atitudes consistentes:
- seguir o tratamento prescrito;
- manter as consultas em dia;
- realizar os exames no intervalo recomendado;
- informar efeitos colaterais;
- relatar dificuldades com os colírios;
- levar as dúvidas sobre o tratamento para o médico ajustar a conduta antes que o problema cresça.
Preservar a visão no glaucoma depende de parceria real entre paciente e especialista.
Existe cura?
O glaucoma, de forma geral, é uma doença crônica. Isso significa que o acompanhamento costuma ser contínuo. O dano já estabelecido no nervo óptico normalmente não pode ser revertido.
Mas há muita diferença entre uma doença sem reversão total e uma doença sem controle. O glaucoma pode ser tratado, monitorado e estabilizado em muitos casos, permitindo que o paciente mantenha sua autonomia e sua qualidade de vida.
A forma mais madura de encarar o problema é entender que o objetivo do tratamento é preservar a visão útil e evitar perdas futuras. Isso é absolutamente possível em muitos pacientes quando o diagnóstico é feito e conduzido no momento certo. Inclusive com o uso de tecnologias como a Trabeculoplastia Seletiva a Laser.
Se você tem diagnóstico de glaucoma ou suspeita da doença, agende sua consulta com o Dr. Márcio Tractenberg, do Portal Glaucoma, para avaliar as opções de tratamento e saber mais sobre a trabeculoplastia seletiva a laser
Oftalmologista Porto Alegre
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