Primeiro Exame para Glaucoma

Primeiro Exame para Glaucoma: Quando Se Deve Fazer?

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível em todo o mundo, mas, felizmente, um primeiro exame para glaucoma pode garantir um diagnóstico precoce e impedir a progressão silenciosa dessa doença.

Muitas pessoas desconhecem que, na maioria dos casos, o glaucoma não apresenta sintomas nas fases iniciais. Por isso, entender quando fazer o primeiro exame para glaucoma mantém a saúde ocular em dia.

Este post explora os momentos-chave em que você deve procurar um oftalmologista e como o exame de fundo de olho pode salvar a visão.

A Importância do Diagnóstico Precoce

O glaucoma é uma condição na qual o nervo óptico sofre danos progressivos, geralmente associados ao aumento da pressão intraocular. Apesar do termo “pressão” sugerir desconforto, a maior parte dos pacientes não sente dor nem alterações perceptíveis na visão até estágios avançados.

Por isso, o exame para glaucoma deve fazer parte do check up oftalmológico de rotina, especialmente para quem possui fatores de risco. Quanto mais cedo identificarmos alterações no nervo óptico, maior a probabilidade de protegermos a retina e evitarmos danos irreversíveis.

O exame de fundo de olho, em particular, permite ao oftalmologista visualizar diretamente a cabeça do nervo óptico e avaliar sinais precoces de glaucoma, como a escavação característica do disco óptico.

Exames complementares, como a tonometria e a perimetria visual, agregam ainda mais segurança ao diagnóstico, mensurando a pressão intraocular e mapeando o campo visual. É importante lembrar que nem sempre a pressão alta está presente; existem casos de glaucoma de pressão normal, reforçando a necessidade de avaliação completa.

Quem Deve Realizar o Primeiro Exame e Quando?

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia e outras entidades internacionais recomendam que determinados grupos façam o primeiro exame para glaucoma antes da população geral. De modo geral, os especialistas sugerem: 

  • Pessoas com mais de 40 anos: a partir dessa idade, o risco de desenvolver glaucoma aumenta significativamente;
  • História familiar positiva: se algum parente de primeiro grau (pais, irmãos ou filhos) teve glaucoma, a probabilidade de ocorrência é de até dez vezes maior;
  • Pessoas de descendência africana: estudos demonstram maior incidência de glaucoma em indivíduos com ascendência africana, o que justifica rastreamento precoce;
  • Pessoas com miopia alta ou diabetes: a presença dessas condições também eleva o risco de alterações no nervo óptico.

Embora esses grupos sejam prioritários, recomenda-se que todas as pessoas façam um exame oftalmológico completo a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas aparentes.

Para quem possui múltiplos fatores de risco, a primeira consulta pode ser indicada logo aos 35 anos. Se não houver histórico familiar nem outras condições de risco, a data de referência para o primeiro exame é, em geral, aos 40 anos de idade.

Como é Feito o Exame de Fundo de Olho?

O exame de fundo de olho é realizado com a ajuda de um oftalmoscópio ou, em clínicas com tecnologia avançada, por meio de uma câmera de fundo de olho e de tomografia de coerência óptica (OCT). O procedimento costuma ser rápido, indolor e consiste em:

  • Dilatação da pupila: gotas são instiladas para permitir melhor visualização do nervo óptico;
  • Avaliação direta: o médico observa alterações no formato e na coloração do disco óptico, procurando sinais de escavação patológica.

Em alguns casos, é recomendada a perimetria computadorizada, que mapeia possíveis áreas de defeito no campo visual, e a tonometria de aplanação, que mede a pressão intraocular com alta precisão.

Esses exames complementares podem ser solicitados na mesma consulta ou em retornos subsequentes, dependendo do grau de suspeita de alterações glaucomatosas.

Frequência de Exames de Acompanhamento

Descobrir cedo que você tem predisposição ao glaucoma é apenas o primeiro passo. Após o exame inicial, o oftalmologista definirá a periodicidade ideal de acompanhamento. Em geral:

  • Sem alterações: exames a cada 1 a 2 anos para pessoas maiores de 40 anos;
  • Suspeita inicial: retornos semestrais para monitorar evolução de sinais suspeitos;
  • Glaucoma diagnosticado: visitas trimestrais ou conforme plano de tratamento.

O acompanhamento regular permite que qualquer aumento de pressão intraocular ou diminuição do campo visual seja prontamente identificado, possibilitando ajustes no tratamento para proteger o nervo óptico.

Fatores de Risco que Exigem Atenção Redobrada

Mesmo em ausência de sintomas, alguns fatores podem acelerar o dano ao nervo óptico. Além dos citados anteriormente, é importante ficar alerta para:

  • Uso prolongado de corticosteróides, que pode elevar a pressão intraocular;
  • Traumatismo ocular prévio;
  • Histórico de doenças oculares, como uveítes ou inflamações.

Caso você se encaixe em um ou mais desses cenários, converse com seu oftalmologista sobre a necessidade de exames mais frequentes ou métodos adicionais de avaliação, como a gonioscopia, que avalia o ângulo de drenagem do humor aquoso.

Sintomas de Alerta e a Natureza Silenciosa do Glaucoma

Em estágios avançados, o glaucoma pode causar sintomas como visão embaçada, halos coloridos ao redor de luzes e dor nos olhos associada a náuseas.

Porém, a maioria dos pacientes não percebe nada até a perda significativa de visão periférica. Essa característica faz com que seja chamada de “ladrão silencioso da visão”. Por isso, mesmo sem sintomas, quem está no grupo de risco ou já passou da faixa etária recomendada não deve postergar o primeiro exame para glaucoma.

Entre em contato com o Dr. Márcio Tractenberg, especialista no tratamento do Glaucoma, no Instituto de Olhos Bela Vista, para agendar sua avaliação completa. A sua visão merece atenção profissional de quem entende do assunto.

Dr. Márcio Tractenberg

Consultório Instituto de Olhos Bela Vista – Av Carlos Gomes 1340 Sala 1003/1

Porto Alegre / RS 90480-001

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