TSL em pacientes idosos: segurança e resultados esperados.

TSL em pacientes idosos: segurança e resultados esperados.

A preocupação com o glaucoma cresce conforme envelhecemos. Quando o assunto é reduzir a pressão intraocular com mínima agressão, muitos oftalmologistas indicam a chamada TSL em pacientes idosos, que é a Trabeculoplastia Seletiva a Laser.

Esta técnica age diretamente na malha trabecular, a saída do líquido intraocular, para melhorar o escoamento e diminuir a pressão. Mesmo em português, ela também é conhecida pela sigla SLT, do inglês Selective Laser Trabeculoplasty.

Neste texto, explicamos o que a TSL faz, quais resultados os pacientes idosos podem esperar, quais riscos existem e como decidir se esse é o melhor caminho para você ou para um familiar. 

O que a TSL faz 

A TSL usa um laser de baixa energia que estimula celularmente a malha trabecular, sem deixar cicatrizes térmicas extensas. O efeito esperado é a redução da resistência ao fluxo do humor aquoso e, portanto, queda da pressão intraocular (PIO). 

É um procedimento ambulatorial, rápido e, em muitos casos, realizado sem necessidade de anestesia geral.

Em resumo, a TSL age para desobstruir o sistema de drenagem do olho de forma localizada e pouco agressiva. Essa é a ideia central e a vantagem que a torna atraente para pacientes idosos que desejam reduzir o uso de colírios ou evitar cirurgia invasiva.

Eficácia: o que os estudos dizem sobre resultados.

A literatura recente mostra que a TSL pode ser eficaz tanto como tratamento inicial quanto como complemento a colírios. Ensaios clínicos e revisões indicam que muitos pacientes obtêm redução significativa da PIO e, em vários casos, é possível reduzir ou até suspender medicamentos tópicos após o procedimento. 

Estudos randomizados de grande porte demonstraram que a TSL é clinicamente efetiva e também favorável em termos de custo-benefício quando comparado ao tratamento medicamentoso em longo prazo.

É importante entender que o grau de queda da PIO varia. Pacientes com pressão inicial mais alta tendem a apresentar maior redução absoluta. Em alguns grupos, por exemplo com hipertensão ocular sem dano estrutural, o controle pode ser especialmente bom. Enquanto em glaucomas já avançados, a resposta pode ser mais modesta. 

No entanto, em todas as situações, a TSL é uma ferramenta para diminuir consideravelmente a carga medicamentosa e estabilizar a doença.

Expectativa realista de resultados da TSL em pacientes idosos

É comum que pacientes e familiares perguntem quanto tempo dura o efeito ou se será possível deixar de usar colírios. 

Na prática, a maioria dos pacientes mantêm benefício por volta de 5 anos. Após esse período os pacientes podem precisar de repetição do procedimento ou voltar a usar colírios. 

Por isso a avaliação individual, considerando histórico, estágio do glaucoma e metas visuais, é determinante.

Repetição do procedimento: é possível e seguro?

Sim, a TSL pode ser repetida. A repetição costuma ser considerada quando o efeito do primeiro procedimento diminui com o tempo. 

Estudos clínicos e casos reais demonstraram que as aplicações subsequentes frequentemente recuperam o controle pressórico, quando repetidas a cada 5 anos. Em termos de segurança, as revisões disponíveis não apontam aumento de risco com a repetição quando realizada com técnica adequada.

Portanto, para o idoso que responde bem ao primeiro procedimento, a opção de repetir a TSL mais adiante é uma vantagem importante. Pois, dessa forma, ela permite adiar ou eliminar a necessidade de cirurgia mais invasiva e controla a progressão da doença sem aumentar os riscos.

Como decidimos se a TSL é uma boa escolha para um paciente idoso?

A decisão parte da avaliação clínica: 

  • nível e variabilidade da PIO;
  • dano ao nervo óptico;
  • campo visual;
  • comorbidades oculares;
  • adesão ao tratamento medicamentoso;
  • preferência do paciente. 

Em idosos que têm dificuldade com instilação de colírios, efeitos colaterais de medicamentos ou que desejam reduzir a medicação crônica, a TSL costuma ser uma opção atraente. 

Em casos com progressão rápida ou dano muito avançado, a combinação com outras estratégias pode ser necessária.

O que esperar na consulta e no pós-operatório

O procedimento em si é curto, normalmente alguns minutos por olho, e o paciente retorna para casa no mesmo dia. 

É comum o médico medir a PIO nas primeiras 24 ou 72 horas, além de marcar revisões em semanas e meses para acompanhar a resposta. Analgésicos leves e colírios anti-inflamatórios podem ser prescritos temporariamente, nos primeiros dias. 

Em idosos, combinamos sempre os cuidados com as doenças de base como hipertensão e diabetes e com a avaliação sistêmica para garantir maior segurança.

Em resumo, o pós-operatório costuma ser simples, com acompanhamento programado e medidas preventivas que minimizam possíveis picos ou inflamações.

A TSL é um procedimento comprovadamente eficaz e com bom perfil de segurança, capaz de reduzir a pressão intraocular e, em muitos casos, diminuir ou eliminar os colírios. 

Para pacientes idosos, a TSL representa uma alternativa menos invasiva do que cirurgias tradicionais, com a vantagem adicional de poder ser repetida se necessário. 

Se você tem glaucoma e quer reduzir a dependência dos colírios, agende uma consulta com o Dr. Márcio Tractenberg do Portal Glaucoma, oftalmologista com mais de 15 anos de experiência em TSL.

Dr. Márcio Tractenberg

Consultório Instituto de Olhos Bela Vista – Av Carlos Gomes 1340 Sala 1003/1

Porto Alegre / RS 90480-001

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